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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

...DAS CARRETAS - II

Foto de Giancarlo M. de Moraes
 
A fumaça do palheiro,
numa baforada se foi
e um grito de “êra” boi!
Se mandou junto com ela
e a prenda lá da janela,
atirou um beijo doce,
como se o beijo fosse,
o próprio coração dela.

 
 
Um aceno de chapéu,
correspondeu ao carinho
e o carreteiro sozinho,
some na curva da estrada
e da carreta pesada,
fica na areia o rastro,
qual dois carinhosos braços,
estendidos para a amada.


Serão dias longe dela,
contando a ida e a volta,
tendo a saudade de escolta
e a ânsia usando a espora,
pra que chegue então a hora,
daquele abraço na china,
preludiando uma noite divina,
a se findar com a aurora!


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