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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

TARDE VERANEIRA



O vento teve um descanso,
numa tarde veraneira
e as nuvens num jeito manso,
aguardavam na fileira
e se achavam bonitas
refletidas na água azul,
tal um cartão de visita
deste pago aqui do sul!

Os gaviões de bico afiados,
espreitam alguma changa
e os sabiás cantam afinados,
no capão junto as pitangas,
a estrada não tem poeira
e espera algum andante,
numa tarde veraneira,
na coxilha verdejante!
 
E assim passa o tempo,
com estas tardes no pago,
e quando volta o vento,
as nuvens vão a “lo largo”,
reunirem-se num rodeio,
quebrando então a quietude
e depois com fartos seios,
virão amamentar o açude!

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