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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

... DOS BOLICHOS




Foto própria 
Ao passar pelo bolicho,
“boliei” a perna e entrei.
Mais pra matar a saudade,
porque depois que vim pra cidade,
nenhum igual encontrei.

Aquele cheiro d’erva e fumo,
ainda existe por lá
e sobre o balcão, o mesmo vidro,
de caramelos sortido,
que se babava este piá.

Bem ao correr do balcão,
um velho banco de campanha,
onde a turma lá de fora,
grudava a bunda por horas,
nas prosas e tomando canha.

Assim meio retirada,
está a mesa pra um lado
e se a memória não me falha,
quatro cadeiras de palha,
onde o pife era carteado.

Já de melena tordilha
e com a idéia meio tonta,
seu Maneco me atendeu
e o que ele me vendeu,
queria botar na conta.

Paguei as compras ao velho
e com emoção lhe abracei,
fiz logo uma meia volta
e assim que cruzei a porta, 
engasgadito, chorei!

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