Voltei ao mesmo açude,
do primeiro lambarie liberei o guri,
que ainda trago em mim
e com braçadas sem fim,
conversava com a água,
especulando da tábua,
meu modesto trampolim.
Afastei as gramas d’água,
pra reabrir o pesqueiroe na palma de um coqueiro,
me sentei todo molhado,
relembrando o passado,
daquelas tardes veraneiras,
esperando que a boieira,
me repontasse o ensopado.
O sol sumiu despacito,
lá no confim da planura,busquei o frasco da pura,
pra enfrentar os mosquitos,
veio a noite com seus mitos,
que o guri tinha medo
e ia embora mais cedo,
quando pescava solito.
Passei horas na chuleada,
de fisgar o peixe dos sonhos,porém retornei tristonho,
como nunca aconteceu,
o guri se recolheu,
novamente para dentro,
triste e saudoso dos tempos,
que o açude era só seu.
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